O colete de tricô voltou a ser peça-chave de coleção: versátil, sobreponível e de boa margem. Veja como produzi-lo com qualidade na Turquia, sem depender só da China.
O colete de malha — também chamado de gilê de tricô ou knit vest — deixou de ser peça de nicho e virou item recorrente nas coleções brasileiras de outono-inverno e meia-estação. É uma peça de boa margem: usa menos fio que um suéter de manga longa, monta rápido e funciona em camadas sobre camisa ou camiseta. Para uma marca que quer escapar da paridade de preço da China e ganhar em qualidade, acabamento e flexibilidade de lote, o colete é um ótimo ponto de partida em programas OEM na Turquia. Neste guia explicamos a construção, os fios, as opções de máquina e o que você deve combinar com o fabricante antes de fechar o pedido.
O clássico de alfaiataria suave, usado sobre camisa. Pede um decote bem assentado, ombro proporcional e barra com canelado firme para não enrolar. É o modelo mais vendido e o mais fácil de graduar para várias estaturas do público brasileiro.
Modelo de meia-estação, mais despojado, ótimo em fios mais grossos (chunky). A cava precisa de bom acabamento porque fica exposta. Combina com canelado largo nas barras e na cava para dar estrutura.
Versão alfaiatada, com carcela de botões na frente — a peça da foto acima. Exige carcela reta, casas de botão limpas e botões bem pregados. É o colete de maior valor percebido e o que mais separa um bom fabricante de um medíocre.
Tricotado inteiro na máquina, sem costuras laterais nem de ombro. Cai melhor no corpo, não tem volume nas junções e é a peça premium da categoria. É o que diferencia uma coleção e justifica preço mais alto na vitrine.
A escolha do fio e da galga (gauge) define tudo no colete: peso, toque, estrutura e custo. Como a peça não tem manga, o consumo de fio é menor — o que abre espaço para você subir um degrau na qualidade do fio sem estourar o preço final.
Sejamos diretos sobre o lado aduaneiro: não existe vantagem alfandegária da Turquia sobre a China no Brasil. Não há Acordo de Livre Comércio entre Turquia e Brasil, e o país aplica a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul — a alíquota de importação incide de forma equivalente sobre as duas origens (valores a confirmar com seu despachante, pois mudam por NCM e por medidas vigentes). Então a força da Turquia não está no imposto; está em outros pontos:
Nossa estrutura é pensada para marcas que querem qualidade sem precisar comprar contêineres inteiros logo de cara. Trabalhamos com MOQ a partir de 250 peças por cor/tamanho e operamos 22 máquinas (15 Shima Seiki WHOLEGARMENT + 7 Stoll), todas em fábrica própria em Gaziantep, com etiqueta Made in Turkey.
Tudo é cotado em dólar para exportação; o pagamento no Brasil é convertido em BRL (R$) conforme o câmbio do fechamento — vale alinhar isso no planejamento de margem.
Envie sua referência de modelo, fio desejado e quantidade estimada. Devolvemos uma proposta com construção sugerida, opções de fio e prazo realista — com a opção WHOLEGARMENT quando fizer sentido para o posicionamento da sua marca.
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