Da fábrica em Gaziantep até o seu CD em São Paulo: rota marítima, prazos realistas, classificação aduaneira e os documentos certos para evitar surpresas no desembaraço.
Se a sua marca importa malha e tricô da Turquia para o Brasil, a logística não é um detalhe: ela define o seu prazo de coleção, o seu fluxo de caixa e o seu custo final na prateleira. A boa notícia é que a rota Turquia–Brasil é madura e previsível. A má notícia é que, ao contrário de mercados como a União Europeia, não existe Acordo de Livre Comércio entre a Turquia e o Brasil — então não há vantagem aduaneira em relação à China. Nossa força não está na tarifa: está na qualidade, no posicionamento "China+1", na proximidade do fuso e do idioma, e na capacidade de WHOLEGARMENT. Vamos ser transparentes sobre cada etapa do caminho.
A grande maioria da malha turca chega ao Brasil por via marítima, em contêiner. Embarcamos a partir dos portos turcos — principalmente Mersin e Izmir — com destino aos portos brasileiros de entrada.
O Porto de Santos é o principal porto de entrada de contêineres no Brasil e o destino natural para quem tem CD ou cliente no eixo Sudeste. É também o ponto com maior oferta de serviços de despacho aduaneiro e armazenagem alfandegada.
Como alternativa secundária, o complexo de Itajaí/Navegantes em Santa Catarina atende bem marcas do Sul e parte do Sudeste, às vezes com menor congestionamento. A escolha depende da malha logística do seu importador e do seu mix de transportadoras.
O trânsito marítimo de Mersin/Izmir até Santos leva, em média, cerca de 20 a 30 dias em FCL (contêiner cheio), dependendo da rota, do número de baldeações e da janela do armador. Trate esse número como referência a confirmar com o seu agente de carga a cada embarque.
Para pedidos a partir do nosso MOQ de 250 peças por cor/tamanho, costuma fazer sentido consolidar em FCL quando o volume cresce. Em volumes menores, o LCL (carga fracionada) é viável, mas com custo unitário de frete mais alto. Planeje o lead time total: produção + trânsito + desembaraço.
Aqui é onde muita marca se confunde. Seja honesto consigo mesmo no orçamento: importar da Turquia não dá vantagem tarifária frente à China. Veja o porquê.
Antes de a mercadoria sair da fábrica, a etiquetagem precisa estar correta para o mercado brasileiro — corrigir depois do desembarque custa caro.
O importador brasileiro (sua empresa ou o seu trading) é o responsável legal pela conformidade na entrada. Nós alinhamos a etiqueta e a documentação ao seu brief antes da produção, para que a peça chegue pronta para a prateleira.
Some os blocos de tempo para não estourar a data da coleção. Um cronograma realista para um pedido de malha Turquia–Brasil costuma considerar:
Com um pagamento e uma janela de produção bem definidos, é totalmente viável programar coleções sazonais com folga. Quem trabalha "China+1" ganha justamente nessa previsibilidade. Veja na prática como estruturamos isso na nossa página de Turquia vs. China e no panorama de capacidades.
Se você produz para marca própria, vale conhecer nosso fluxo de private label, o modelo de fabricação OEM e a tecnologia de tricô integral em WHOLEGARMENT — sem costuras laterais, com menos desperdício e excelente caimento.
Trabalhamos com marcas brasileiras e conhecemos a rota, os documentos e a etiquetagem INMETRO. Envie o seu brief de produto e montamos juntos o cronograma e a logística — da fábrica em Gaziantep ao Porto de Santos.